Primeiro de tudo vou deixar claro que NÃO É IDEOLOGIA, pelo menos não a
ideologia pejorativa pós-napoleônica, mas sim, talvez, ideologia como
ciência, a ciência das ideias, quem sabe. De qualquer maneira é sim uma
ideia estruturada, um modelo de negócio
que beneficia a iniciativa privada, o empreendedorismo, a concorrência,
os consumidores e gera uma gama de benefícios para todos, em todas as
esferas.
Depois, como é a situação atual no mercado de PCs? Monopólio. Sim,
monopólio, o mesmo monopólio que é estudado há décadas e já provado que
é prejudicial para o sistema econômico e para os consumidores. Isso que
é preciso entender.
Mas
a primeira atitude é, então, conhecer o quão ruim é a situação atual.
Depois é preciso pensar o motivo que leva muitos a defenderem a
permanência da situação atual. É de se estranhar realmente como alguém
defende a permanência de uma única mega-empresa no desenvolvimento e
distribuição de algo vital para todos, o sistema operacional de um
computador. No entanto isso existe e são milhares que defendem a atual
situação calamitosa.
É preciso saber que esse monopólio somente traz prejuízo para todos e
beneficia unicamente a corporação dominante (é provado, não há o que
discutir).
Agora, por que é prejudicial a dominação de uma única empresa para
todos nós se eu sou consumidor e não empresário concorrente? Simples:
Inovações
freadas e ineficiência – é provado que com a dominação
maciça de uma mega-empresa lentifica, quando não cessa, o caminho das
inovações. Quer um exemplo da própria Microsoft? O Internet Explorer.
A Microsoft colocou o navegador pré-instalado, com isso dominou o
mercado de navegadores. Com a dominação o Internet Explorer parou no
tempo. A Microsoft acabou com a equipe de desenvolvimento deixando
apenas 6 pessoas para fazer remendos na segurança (só porque houve
pressão pois o objetivo inicial era deixar o IE jogado). O Internet
Explorer só começou a evoluir quando o Mozilla Firefox começou a fazer
sucesso. Quem ganhou com a concorrência? Nós. [1]
O livro Economia [2], de de Paul e Ronald Wonnacott e Yeda e Carlos Crusius, dá o
veredito, e expressa que o monopólio produz muito pouco, há
ineficiência técnica e há um grande desperdício de recursos.
Aumento de
preços – é provado que quando há monopólio os preços são
taxados nas alturas.
Outro exemplo citando a Microsoft. Quando não existia o OpenOffice (BrOffice no
Brasil), o pacote de escritório grátis e de código aberto da Sun, a
versão mais barata no Microsoft Office, voltada pra estudantes, passava
de R$800! [3],
outras passavam de R$1000, ou você pagava o que eles queriam ou
comprava pirata e incentivava o crime organizado. [4]
E para complementar, o economista Alfred Eichner, em seu livro The
Megacorp Oligopoly, descreveu um modelo de definição de
preços em um mercado em situações de oligopólio e monopólio, exatamente
o cenário que vemos no ambiente doméstico de PC, onde uma única empresa
domina 90% do mercado.
Para Eichner, um uma indústria oligopolizada/monopolizada, o preço pode
ser representado por: P = custo variável médio + (custo fixo +
margem)/quantidade.
Os custos variáveis médios na industria do software estão concetrado na
mão-de-obra. Os custos fixos estão incluido remunerações da gerência e
dividendos pagos aos acionistas. Uma característica notória das
empresas monopolistas é a separação entre propriedade e direção, o que
faz a direção remunerar muito bem os donos do capital para a manutenção
desta posição.
A quantidade é a capacidade produtiva pelo percentual da capacidade
instalada. Na indústria do software essa variável pode ser ignorada
pois o setor não precisa de linhas de produção física como uma
indústria mecânica nem estoque.
Por fim, o importante nesse modelo é que a margem é predefinida pela
empresa líder, de acordo com suas necessidades de investimento em
capital fixo, pesquisa, desenvolvimento e propaganda, ou seja, nesse
modelo monopolista a própria empresa define os preços a partir de seus
custo e da margem pretendida, que tende a crescer a cada ano fiscal. [5]
E por último, como diz no livro Economia[2],
no monopólio, "a empresa monopolista pode aumentar o preço sem receio
de concorrência [...]. Os consumidores deste produto estão à mercê
desta empresa".
Política de
lobby e poder de mercado – é provado que a empresa que
possui grande parte do mercado influencia decisões regionais,
governamentais e até mundiais, decisões cujo objetivo é garantir mais
benefícios para si.
No congresso há forte pressão para o governo não adotar o OpenOffice e
Linux. Como disse Sérgio Amadeu da Silveira, doutor em ciência política
e ex-diretor do Instituto Brasileiro de Tecnlogia da Informação (ITI),
"o maior problema é a força do lobby que trabalha para as grandes
empresas e consegue ter influência dentro do governo [...] Entre as
estratégias que os lobistas usam, está a de espalhar dúvidas e gerar
temores sobre a aplicação do software livre. Eles pressionam o gestor
público e passam a impressão que estão sempre colaborando [...]". [6]
Na África a empresa de Redmond chegou a tentar métodos anti-éticos,
corrupção ativa, para prevalecer seus interesses. O Portal Imprensa
noticiou: “Microsoft é acusada de pagar propina na África para frear
adoção de sistema Linux”. [7]
Outro exemplo forte de influência aconteceu com o caso Corel. A Corel,
desenvolvedora do famoso CorelDRAW, tinha entrado no mercado Linux.
Eles desenvolveram uma distribuição que era tida como uma das mais
promissoras. A divisão Linux da Corel tinha um lucro líquido
milionário, era responsável por 14% dos lucros totais da empresa. No
entanto outras divisões estavam com problemas financeiros. A Microsoft
decidiu então ajudar financeiramente a Corel. Depois da ajuda a Corel
vendeu sua lucrativa divisão Linux. [8]
Excludente
– é provado que o detentor do mercado é excludente para várias parcelas
da população, os despossuídos, como sempre, são a parte fraca no jogo
de interesses, assim como micro e pequenas empresas. A empresa
dominante pode fazer tudo já que o consumirdor está dependente dela. No
caso de sistemas operacionais podemos citar o caso do lançamento do
Vista. Assim que é lançado um sistema novo da Microsoft o anterior logo
perde suporte [9],
ou seja, o foco fica no novo, o usuário/cliente fica abandonado e quase
que obrigado a comprar novamente outro sistema, assim como
provavelmente um equipamento novo.
No lançamento do Vista para ter uma idéia, 50% dos computadores
pessoais nos países em desenvolvimento não eram capazes de usar o Vista, do modo mais básico, com interface clássica inclusive (aquela cinza aos moldes do Windows 95). O
número aumenta para 94% no caso da versão Premium do sistema. Em resumo, o mundo
teve que comprar novos equipamentos. [10]
Como
pode ser comprovado, a situação atual do mercado, com uma única
gigantesca empresa dominando o mercado doméstico, não é bom para
ninguém.
Linux entra na história sendo a solução para o problema. E os motivos
são fáceis de entender. Com Linux o mercado muda completamente. Com
Linux há:
Concorrência
- Mesmo inúmeras empresas convergindo para o desenvolvimento do Linux,
há muita concorrência. Hoje Red Hat, Novell, Oracle, Madriva, Canonical
e outras brigam pelo mercado; assim como IBM, HP, Dell (Dell é membro
da Fundação Linux), Cisco, SGI e Fujitsu brigam por outros segmentos.
Há muita concorrência
que gera menores preços
para o consumidor, melhores serviços
e muitas opções de escolha.
Mais
investimentos, mais empregos e avanço tecnológico - Com
concorrência há mais mais investimento com finalidade de vencer as
concorrentes. Com mais investimento há mais pesquisas, mais
profissionais sendo, consequêntemente, contratados; com mais pesquisas
há um maior desenvolvimento tecnológico, e com isso mais ganho de
produtividade e mais riquezas sendo geradas.
Baixa de
preço e aumento de qualidade do Windows - Hoje, devido a
dominação do mercado doméstico por um único produto de uma única
empresa, os preços desse produto dominante, o Windows, está
hipertrofiado ao extremo, chegando a absurdos de R$800 ou mais pela
solução com mais recursos.
Com Linux forte no mercado doméstico, é possível até, devido a
concorrência, ter uma grande baixa nos preços de todas as soluções
Windows.
Independência
tecnológica - Com a concorrência há opções de escolha,
opções de soluções e de tecnoligia. Com Linux é possível não ficar
dependente de soluções de uma única empresa. É possível não ficar
dependente das estratégias comerciais de uma única empresa.
Com isso é possível entender
o motivo para que todos queiram o sucesso do Linux. Não faz sentido o
contrário. Até mesmo quem, por algum motivo misterioso, não goste do
Linux e suas soluções, tem por obrigação própria querer seu sucesso,
pois nenhum ser humano racional iria querer os malefícios da atual
situação do mercado e não querer os benefícios que o sucesso do Linux
pode proporcionar.
O
sistema operacional que detém o monopólio no mercado doméstico além de
pertencer a uma única empresa, está sob domínio de uma única empresa
privada estrangeira.
Investimento estrangeiro não é ruim, muito pelo contrário, é bom e
necessário para o país, precisamos de investimentos, no entanto a
situação é muito (muito, muito!) mais vantajosa se Linux fosse mais
forte no mercado doméstico.
Primeira os investimentos, na situação de mercado dominado por uma
única empresa, são limitados, pois não é preciso investir muito já que
não há necessidade de conquistar mais espaço no mercado, já que esse já
está dominado.
Depois, a empresa dominante é estrangeira, ou seja, como toda empresa
estrangeira, seus lucros obtido em nosso país é enviado para a matriz,
em outro país, assim como um grande quantidade de empregos diretos e
indiretos e pagamento de impostos ficam concentrado em outro
território. Se o Linux tivesse concorrendo com uma grande participação
no mercado doméstico, seria possível empresas brasileiras participarem
da grande batalha por clientes, criam soluções, geram lucros que
ficariam em nosso país, assim como empregando mão-de-obra nacional.
A
empresa que monopoliza o mercado investe pouco se comparado com a
situação próxima da concorrência plena. E o dinheiro gerado no Brasil,
quando adquirido o produto, é remetido periodicamente para a matriz.
Para
entender mais sobre sobre o jogo de "investe um número X para lucrar
4X", leia essa reportagem da revista Brasil Atual: Clique Aqui
Na
Folha de SP também há algumas informações: Clique Aqui
Com mais concorrência
proporcionada pelo Linux há possibilidade de maiores investimentos; com
maiores investimentos há mais geração de empregos, e o melhor, com
Linux forte no mercado doméstico há possiblidade de soluções
brasileiras, gerando dinheiro e tendo retorno para o próprio país, com
possibilidade de atuação em outros países.
Linux, como eu disse anteriormente, consegue reunir convergência de
desenvolvimento, concorrência, opção de escolhas e não dependência das
estratégias comerciais de uma única empresa privada. Mas o melhor,
Linux para o Brasil poderia gerar divisas para o país e gerar
conhecimento, know-how.
Como toda empresa privada o grande lucro conseguido em nosso solo é
remetido periodicamente para a matriz no país de origem. Com Linux como
padrão no mercado doméstico seria possível, de maneira maciça, empresas
nacionais desenvolverem soluções Linux, bem como associados a serviços
competitivos. Isso seria um grande impulso para o mercado de tecnologia
nacional e geraria divisas importantes para o Brasil, geraria demanda
de profissionais capacitados, tendo consequências econômicas e sociais.
Ainda
há de se pensar o Linux como melhor saída para soluções governamentais.
Com Linux o governo teve uma economia de milhões
aos cofres públicos. Para ter uma ideia, o Brasil economizou 4 milhões
de Reais em licenças sibstituindo os sistemas VirtuOS e Windows das
urnas eletrônicas nas últimas eleições. Em 10 anos serão 15
milhões economizados do dinheiro público [11]. O Banco
do Brasil, que é de capital misto mas o Estado é acionista majoritário,
pretende economizar até 2010 90 milhões
de Reais do dinheiro do contribuinte [12], assim
como outros orgãos do governo. Ainda teve-se um aumento da eficiência.
Mas não é só isso. Linux teve um importante papel político-estratégico
para o Brasil.
O Brasil, nesses setores que foi feita a migração, ficou livre da
dependência tecnologica e/ou dependência de uma única mega empresa
privada. Além disso o departamento tecnológico passou de simples
contratador de serviços para desenvolvedor de tecnologia, soluções
nacionais, gerando demanda por profissionais brasileiros, gerando
conhecimento, know-how.
Veja
a palestra falando não só que Linux, mas também de como os softwares
livres são de cunho estratégico.
Qual
os principal problema, além de ter que aprender um conceito novo, para
pessoas comuns trocarem seu sistema por um outro completamente
diferente? A disponibilidade de programas.
Linux
tem tudo que uma pessoa comum precisa. Tem os melhores tocadores de
áudio e vídeo, melhores navegadores de internet, mensageiros, pacotes
de escritório, editores de imagens, gravadores de CD, DVD e Blu-Ray.
Mas esse não é problema, o problema está com alguns programas
específicos, geralmente de público restrito, e famosos. No Windows
acontece a mesma coisa.
É
muito ruim ter uma situação como a que acontece. Caso queira passar
para o Linux, não tem, nativamente, o Adobe Photoshop, DreamWeaver ou
Illustrator; no Window você não tem o Autodesk Inferno, Smoke, Flame ou
mesmo o Amarok ou K3b. Não seria bom uma situação onde é possível ter
todos os benefícios da concorrência sem ter as preocupações de uma
mudança de sistema?
É
possível ter o melhor de 2 mundos. Ter uma forte concorrência, e todos
os benefícios dela, como também o benefício de ter tudo disponível,
qualquer programa, sem preocupação de indisponibilidade e medo de
mudanças, e até uma boa economia para desenvolvedores.
Como
isso seria possível? Simples. Para o seguimento doméstico ter somente
um sistema. Para o setor doméstico ter somente o Linux como o sistema
operacional padrão dos PCs.
Seria bom para os consumidores, pois todo e qualquer programa,
hardware, qualquer coisa, funcionaria em qualquer sistema, já que o
padrão é Linux, ou seja, o consumidor, as pessoas, não ficariam
dependentes de um único sistema feito por um única empresa (que cobra
caro, por sinal); ainda os desenvolvedores economizariam, pois poderiam
se focar em um único padrão, um único sistema. Com isso inclusive, com
o dinheiro economizado, seria possível investir em mais pesquisas,
aumentando ainda mais a concorrência e o desenvolvimento tecnológico.
Outro
benefício é a possibilidade ainda maior de empresas brasileiras
competirem no mercado. Empregando profissionais aqui, gerando
conhecimento, pesquisas e riquezas ainda mais importantes se o Linux
fosse padrão do segmento doméstico.
Veja como ficaria o mercado, hipoteticamente (hipoteticamente!), para
ter uma noção da possibilidade. O agora e o depois:
Linux
como sistema padrão e a extinção do Windows no mercado doméstico nunca
irá acontecer, claro, obviamente estou falando só para
ter uma ideia, só uma hipótese, só um sonho de como seria bom.
Mas
com essa ideia de Linux como padrão vêm algumas perguntas,
por que Linux como padrão somente no mercado doméstico? E por que não é
melhor a concorrência entre distribuições Linux e o Windows?
Seria
somente necessário Linux como padrão no âmbito doméstico pois no setor
corporativo, em servidores, por exemplo, o mercado está dinâmico, com
forte concorrência entre diversos sistemas operacionais. Isso acontece
pois leva-se em conta qualidade do sistema, qualidade e disponibilidade
no suporte, qual o objetivo buscado, preço de licença e custo geral,
resumindo, o custo-benefício é a única (desconsiderando alguns casos de
lobby, preconceito e desinformação) forma levada em consideração pela
equipe de TI na escolha de um sistema operacional.
Já
no mercado doméstico isso não acontece. Usuários comuns não tem equipes
de TI em casa. Usuários leigos são refém do medo da mudança, do
preconceito, da desinformação, dos mitos e são inflenciados por
fantasias que muitos contam. Ainda existe uma certa inércia de ter que
estudar a disponibilidade de programas e procurar programas similares
se for preciso e a falta de motivação para aprender algo novo, já que
há décadas o Windows como sinônimo de computador, e por mais fácil que
seja uma distribuição Linux voltada pra usuário comum seja, isso tudo
pesa contra o Linux e contra a plena concorrência.
Para
ter uma ideia de como a desinformação é um ponto chave, a ZDNet
Austrália, fez uma pesquisa informal mostrando um computador com Linux,
mas dizendo que era um novo Windows, o resultado? As pessoas adoraram.
Veja alguns comentários: "Com certeza migraria, parece muito mais fácil de usar"
"Sim, eu passei por maus bocados com o Vista"
"Gostei do novo estilo, o Windows era, como vamos dizer, um tanto
apagado"
"Achei muito bom!"
"Ficou muito mais fácil de usar, usaria sim, por que não?"
"... melhorou principalmente na velocidade ao rodar muitos aplicativos,
eu tenho o hábito de rodar vários aplicativos ao mesmo tempo..."
"É mais fácil de usar, definitivamente. O Vista foi um grande atraso
para mim, foi muito difícil me familiarizar com ele."
"é mais fácil de se achar dentro dele, isso é importante, por que de
outra forma você fica tão, tão... impaciente."
1 - http://www.guiadohardware.net/noticias/2009-02/498C1615.html
2 - http://www.zdnet.com.au/insight/software/soa/Is-it-Windows-7-or-KDE-4-/0,139023769,339294810,00.htm
3 - Veja o vídeo com legendas em
português clicando aqui.
E
tem mais, além dos mitos, preconceitos e falta de informação, a
pirataria ajuda ainda mais a manter a inércia das pessoas. Leia o
estudo de Havard: "Pirataria
favorece Windows".
Linux, como já exaustivamente falado, tem convergência no
desenvolvimento, o que seria bom pois seria mais barato para
desenvolvedores de programas pois criariam para apenas um sistema (para
o padrão PC), mas também gera concorrência, muita concorrência. Linux
como sistema padrão evitaria o medo de mudanças, os mitos criados por
pessoas sem informação e facilitaria qualquer mudança de sistema (no
caso, distribuição) pois a estrutura é a mesma, os programas
disponíveis são os mesmo para qualquer distribuição, ou seja, o
conceito será o mesmo, é fácil de se adaptar a qualquer mudança se
desejado, o que é melhor para a dinâmica de mercado e consequêntemente
melhor para todos.
Linux
é envolto de lendas, fantasias e assolado por mentiras vindas de
pessoas que agem, por algum motivo torpe, por má fé. Então é preciso
esclarecer algumas coisas.
Linux é difícil de instalar.
Antigamente precisava ter muito conhecimento para instalar, no entanto
hoje em dia é muito fácil instalar qualquer distribuição Linux voltada
para o público comum (como Ubuntu, Mandriva, OpenSUSE, Fedora, Xandros,
etc). É basicamente clicar em "Instalar" que o o resto é feito
automático.
Linux é difícil de instalar. MITO.
É muito difícil de instalar programas no
Linux.
A grande maioria absoluta dos programas se instala via gerenciador de
pacotes, entrando em repositórios. Um exemplo é o Synaptic do Debian e
derivados (Ubuntu, Mint, Big Linux) ou o "Adicionar/Remover..." do
Ubuntu, com eles é só procurar no campo de pesquisa algo que queira
instalar e deu, é baixado e instalado automaticamente.
Também
é possível instalar programas pelo pacotes referentes a sua
distribuição, como .deb é dos derivados Debian e .rpm é dos derivados
Red Hat, ou ainda com arquivos .sh ou .run. Tudo instalado com apenas 2
cliques (veja exemplo de instalação na parte sobre esse assunto).
Uma certa parcela de desenvolvedores, por preguiça, quem sabe, não
pré-compila e não empacota os programas, mas felizmente não são a
maioria, certamente você nunca precisará compilar um programa, essa é a
excessão que por má fé de muitos é tido como regra, mas não é verdade.
Linux é muito difícil instalar programas. MITO.
Linux é difícil de mexer, é tudo por linha
de comando.
Linux tem muitos ambientes gráficos pra escolher a vontade, os mais
usados como Gnome e KDE não facílimos de mexer, os menus são muitos
mais simples e organizados. Não se tem os programas todos jogados na
seção "programas", eles estão divididos por categorias. Assim fica
muito mais organizado e fácil de achar tudo.
E sobre a linha de comando, ela é muito pouco usada, é provável que
você nunca precise usar na sua vida inteira.
Pra ter uma idéia, distribuição como Ubuntu e Madriva
são sinônimos de facilidade.
Veja
um teste curioso que a ZDNet Austrália fez nas ruas. Eles mostraram um
Linux com ambiente gráfico KDE 4.2 mas falaram pra pessoas que era um
novo Windows. Simplesmente as respostas foram:
"Achei muito bom!"
"Ficou muito mais fácil de usar, usaria sim, por que não?"
"É mais fácil de usar, definitivamente (...)"
Línux
é difícil de mexer, é tudo por linha de comando. MITO.
Linux é muito feio.
Típica afirmação de gente que nunca usou nenhuma distribuição Linux.
Os dois mais usados ambientes gráficos já são bonitos por si só, mas
podem ser personalizados, aliás, Linux é altamente personalizável.
Pode-se inclusive deixar igual ao Windows ou Mac OS X.
Linux não tem programas.
O estranho é que na maioria das vezes quem fala isso é usuário comum e
é justamente para usuário comum que não faltam programas.
Falta programas sim para segmentos específicos, para público seleto,
usuários que precisam usar o AutoCAD (engenharia), pacotes de design da
Adobe e da Corel, algumas ferramentas jurídicas e para outros fins
muitos específicos que terão suas versões lançadas para Linux assim que
esse público específico começar a usar mais o sistema.
Linux
tem milhares de programas, desde os grátis até os comerciais, dos
famosos até osdesconhecidos. Só nos repositórios do Ubuntu tem mais de
30 mil pacotes de programas e componentes que podemos ser instalados
facilmente com 1 clique.
Se
quiser algum player de música e vídeo, Linux tem os melhores, como
Amarok, Rhythmbox, Banshee, Audacious, Elisa, Songbird, Mplayer, VLC,
Xine, Totem, Real Player e muitos outros. Gravador de CD e DVD tem
simplesmente um dos melhores (particulamente acho melhor que o Nero), e
de graça, o K3b, também tem o Brasero e muito mais opções, até o Nero
se quiser. MSN e mensageiros para multiplos protocolos tem muitas
opções como Mercury, aMSN, Emesene, Pidgin, Kopete. Edição e
compactação de vídeo tem o Avidemux. E eu poderia ficar falando até
amanhã. Até programas do Windows dá para rodar no Linux como Adobe
Photoshop, Microsoft Office 2007 e muitos outras graças ao WINE. Dá
para conferir com que o WINE é compatível aqui: http://appdb.winehq.org/index.php
Linux não tem programas. MITO.
No
Windows se ganha dinheiro com produto e suporte, no Linux em sua
absoluta maioria se ganha somente com suporte.
Isso acontece pois o custo de desenvolvimento do sistema está diluido
entre a Fundação Linux, colaboradores independentes e mais de 200
empresas como Red Hat, Novell, IBM, Intel, Oracle, Google, HP, SGI,
Cisco, Fujitsu e muitas outras já citadas anterior mente (mais sobre o
desenvolvimento clique
aqui).
Além
disso o mesmo Linux usado em casa é usado nos mais rápidos
supercomputadores da NASA, FERMILAB , CERN e na maioria dos supercomputadores
(clique_aqui). Então qualidade, poder, estabilidade e
robustez é o que não falta. Até o CERN e o FERMILAB desenvolvem suas
distribuições Linux e mantêm em conjunto a distribuição Scientific Linux.
A primeira coisa que deve-se
fazer é escolher uma boa distribuição, que consiga atender suas
necessidades. Há distribuições repletas de programas de última linha,
com efeitos de desktops ativados (Compiz-Fusion), voltadas para
usuários comuns, e outras que buscam estabilidade máxima, voltada para,
principalmente, uso corporativo, de trabalho.
Recomendo para usuários
comuns Ubuntu, Mandriva, Big Linux, OpenSUSE, Xandros (pago) e Fedora.
Para netbooks, como o Mobo da Positivo, recomendo o Ubuntu Netbook
Remix ou o Moblin da Intel.
Para uso em escritórios, apesar de John C. Dvorak ter gostado muito do
Ubuntu, eu recomendaria o Mandriva e o OpenSUSE primeiramente, só
depois o Ubuntu e em seguida o Fedora.
Para escritórios que possuem recursos e precisam de suporte, a Red Hat
possui uma excelente solução, a Mandriva Conectiva com Mandriva
Powerpack, a Novell com seu SUSE Linux Enterprise Desktop, a Oracle com
seu Oracle Unbreakable Linux ou o Ubuntu, que tem algumas empresas no
Brasil que prestam suporte certificado.
Toda explicação que darei
vou tomar como exemplo o Ubuntu, pois é a distribuição mais usada e
muito fácil de usar.
Gravação
do CD/DVD ou pendrive de instalação
Caso não tenha paciência
para esperar as muitas semanas pelo CD grátis do Ubuntu que pode ser
pedido pelo site da Canonical aqui: https://shipit.ubuntu.com
, pode-se baixar e gravar em um CD ou DVD ou mesmo pendrive o Ubuntu.
Para gravar no Windows, use
o Nero, CDBurnerXP ou outro programa.
Não "descompacte" com o WinRAR a
imagem ISO ou mesmo grave como CD/DVD de dados, e sim como imagem, como
CD ou DVD de imagem.
Como use outro Linux, use o K3b, Brasero ou outro software e faça o
mesmo, grave a imagem ISO como imagem.
Caso queira usar pendrive
para instalar, baixe o Unetbootin
e escolha na opção "Disk Image" a imagem ISO que você baixou.
Instalação normal
Passo 1
- Dê boot pelo CD ou pendrive, ou seja, inicie o computador com uma
dessas mídias dentro da respectiva unidade.
Caso não inicie o CD,
certifique-se que o PC está configurado para ler primeiro a unidade de
CD.
Aperte "Delete" no começo da inicialização e configure a BIOS:
Passo 2
- Escolha o idioma.
Escolha o idioma. Se não
abrir automaticamente a seleção de idioma, aperte F2 como indicado na
tela.
Passo 3
- Verifique a integridade do CD.
Não é obrigatório mas é
importante fazer isso para garantir que o CD não esteja corrompido.
Clique em "Verificar o CD por defeitos".
Passo 4
- Escolha entre instalar ou iniciar o LiveCD.
Se escolher instalar, ele já
instalará direto, passará para o passo 5, com as mesmas telas.
Se for escolhido "Testar o Ubuntu sem qualquer mudança no seu
computador" seu hardware será testado e o Ubuntu será inicializado
rodando pelo CD, sem instalar ainda. Você inclusive poderá testar as
ferramentas e ver como é o sistema sem mesmo passar definitivamente
para o PC.
Se tiver mais de 396MB de RAM, escolha "Testar o Ubuntu sem qualquer
mudança no seu computador". Assim seu hardware já será testado e já
estará conectado na internet para baixar os pacotes de idioma do
OpenOffice e do Firefox (que podem ser instaldos mais tarde, pelo
Synaptic, se não estiver conectado ou preferir não estar):
Passo 5
- Inicie a instalação.
Clique em "Instalar o
sistema no computador".
Passo 6 e
último - Siga as instruções da tela para concluir a
instalação.
Será pedido apenas algumas
configurações como escolher seu fuso horário, seu nome, sua senha, etc.
Instalação
em dualboot (Windows e Linux juntos. Com partição separada)
Você pode usar Windows e
Linux no mesmo computador. Instalando em dualboot quando você ligar o
PC vai aparecer a opção de qual sistema iniciar.
Primera coisa que se deve
fazer é desfragmentar o Windows. É imprescindível que faça isso para
não correr o risco de perder dados ou mesmo danificar o Windows. Por
que isso acontece? A razão é que o sistema de arquivos do Windows, o
NTFS, é muito ruim, ele fragmenta loucamente, deixando pedaços de
arquivos espalhados para todos os lados no HD. Como será preciso
arrumar um espaço para Linux, será preciso redimensionar onde o Windows
está alocado. Daí a desfragmentação serve para se algum arquivo ou
pedaço de arquivos estiverem no final do HD serem remanejados para o
inicio.
Para desfragmentar siga
esses passo: Iniciar > Programas > Acessórios >
Ferramentas do sistema > Desfragmentação.
Esse processo demora mas é
muito importante. Lembrando que a desfragmentação no Windows deve ser
feita periodicamente para melhorar a performance do sistema (nada tem a
ver se tem Linux ou não instalado).
Depois da desfragmentação
já pode dar boot pelo CD do Ubuntu.
Siga os mesmo passos até chegar no início do sistema. Mas ao invés de
instalar vá ao Editor de Partições.
Sistema > Administração > Editor de Partições.
Irá
abrir o Gparted. Agora é só redimensinar a partição do Windows (NTFS) e
deixar um espaço vazio sem formato para o Linux Ubuntu. Depois vá em
Editar e aplique as mudanças.
Depis
de tudo certo já pode instalar o Ubuntu, mas com uma pequena mudança no
método de instalação. Agora irá aparecer mais opções na hora de
instalar. Escolha "Assistido - Instalar no maior espaço livre
contínuo". O resto é igual.
No
Ubuntu é preciso no mínimo 256MB de memória RAM para rodar e 384MB de
RAM para instalar via LiveCD. Se só tiver 256MB de RAM será preciso
instalar via AlternateCD
através de uma interface pseudográfica com os mesmo passos do LiveCD.
Para computadores mais modestos existe o Xubuntu que usa no
lugar do Gnome o XFCE, um ambiente gráfico mais leve. O mínimo
recomendado é 192MB de RAM para rodar.
Ainda há o Fluxbuntu,
ele é mais leve. O recomendado é ter 64MB de RAM (Clique_Aqui
e saiba de mais versões).
Instalação em dualboot
(Windows e Linux juntos. Mesma partição - modo WUBI)
Esse
modo instalará o Ubuntu dentro do Windows, em uma pasta. Esse é o
método mais fácil, mais fácil ainda que o outros. Mas EU recomendo só
para testar, pois como o sistema irá usar o péssimo sistema de arquivos
do Windows, o NTFS, o sistema não ficará tão rápido como se tivesse
usando os sistemas de arquivos do Linux, como Ext3, Ext4, ReiserFS, etc.
O WUBI é tão bom para testar que é possível ir ao "Remover programas"
do Windows e retirar o Ubuntu do seu computador facilmente.
Para
instalar inicie o CD no Windows (esteja em um usuário administrador).
Se o CD não abrir automaticamente, abra o CD e inicie o arquivo wubi.exe.
A instalação começará.
Fácil e rápida. Mude o
idioma e clique em instalar
Muitas
pessoas não gostam da dupla barra de tarefas Gnome (ambiente gráfico
padrão do Ubuntu). Acham estranha e não se acostumam, mas é fácil de
mudar, Linux é muito customizável.
Olhando as imagens dá pra ter uma idéia de como fazer. O resto você
decide.
Primeiro de tudo clique com botão direito do mouse na barra de baixo
(ou de cima, como preferir).
Em "Adicionar ao painel..." terá muitas escolhas para fazer, as mais
importantes vou dizer:
Área de notificação -
Importantíssima. Mostra se tem atualizaçções de programas e do sistema.
Na imagem mais abaixo perceba que tem um ícone vermelho. Isso significa
que tem uma ou mais atualizações de kernel, de bug grave ou de
segurança. Você não deve criar uma barra de tarefas personalizadas e
deixar de fora esse ítem.
Barra de menu - É o menu
normal do Gnome, com 3 menus, "Aplicativos", "Locais" e Sistema".
Controle de volume -
Ícone de som tradicional.
Fechar forçado- É o
xkill. Se algum programa travar clique e o mouse se transformará em um
"X". Clique na janela travada e ela será forçada a fechar.
Lista de janelas - É o
que faz ficar visível na barra as janelas de programas abertas.
Menu principal - É um
menu único do Gnome para a barra de tarefas. Como se fosse um botão
"Iniciar" do Windows.
Relógio - Relogío. Pode
ver nas próximas imagens que esqueci de pôr no menu personalizado.
Seletor de janelas - As
janelas ficam num ícone só ao invés de ficarem na Lista de Janelas.
Instalação de drivers restritos (placa de
vídeo e outros hardwares)
Caso
você tenha algum hardware que use driver proprietário, como por exemplo
um placa de vídeo, vá em Sistema > Administração >
Drivers de hardware.
O Ubuntu irá detectar e baixar os drivers.
No
caso de placas Nvidia, ainda tem o Nvidia X Server Settings para
configurar a resoluções e outras consigurações caso necessite.
O programa está em Sistema > Administração. Caso não esteja
instalado, vá ao Synaptic (Sistema > Administração >
Gerenciador de pacotes Synaptic), procure e instale. Caso tenha dúvidas
quanto à instalação, veja as explicações de instalação na página.
Para
fazer algumas modificações é preciso estar conectado como
administrador, então para isso é preciso ir ao Terminal (Aplicativos
> Acessórios) e digitar: sudo nvidia-settings
Navegar e
modificar arquivos nas pastas com restrição
Uma
das características que faz o Linux ser muitíssimo seguro é a restrição
de modificação, de escrita na maioria dos diretórios (pastas). Isso
quer dizer que para fazer alguma modificação será preciso ter
autorização de administrador.
Um
exemplo dessa característica é remover algum arquivo de programa. O
comum é ir ao Terminal (Konsole ou Consola), caminhar pelos diretórios.
Vou exemplificar apagando o jogo Penumbra.
Instalei o jogo no diretório de games, em /usr/games/Penumbra.
Para apagar o diretório de jogo seria necessário ir até o diretório
"games" digitando: cd /usr/games. Depois
digitar o comando: sudo rm -f Penumbra,
onde sudo é para dar permissão de
administrador, rm é para remover e -f
é para forçar a remoção pois não é possível, sem forçar, remover um
diretório com arquivos dentro.
Mas
é possível fazer isso mais facilmente, apenas clicando e deletando. Vá
ao Synaptic (leia nesta página sobre instalação caso não saiba o que é
Synaptic) e instale o nautilus-gksu.
Agora quando quiser rodar o nautilus, o navegador de diretórios do
Gnome (ambiente gráfico do Ubuntu), é só clicar com botão direito do
mouse em cima de algum diretório (pasta), no caso do exemplo o
diretório "Penumbra", e escolher "abrir como administrador". Agora
pode-se realizar tarefas de administrador.
Perceba
que, quando se procura por "nautilus", aparece outras utilidades. Eu
recomendo instalar:
nautilus-open-terminal
- Quando se clica com botão direito do mouse em cima de uma pasta
aparece no menu de contexto do nautilus a opção "abrir num terminal",
assim é possível fazer facilmente os procedimentos no Terminal.
nautilus-image-converter
- Adiciona no menu de contexto a opção redimensionar imagem e
rotacionar imagem.
nautilus-clamscan
- Opção no menu de contexto para passar antivírus (antivírus no Linux
serve para passar em arquivos do Window).
Para
instalar é fácil. É só ir em Sistema > Preferência >
Aparência.
Só clicar no botão instalar e achar o arquivo baixado.
No caso dos temas do Compiz tem que instalar pelo Emerald, e não em
"Aparência".
Tema GTK+ baixado no site
Gnome-Look
Para
mudar os ícones, depois de baixar jogue-os na pasta invisível que está
no diretório home. Para fazer aparecer o diretório é só abrir sua pasta
pessoal, seu diretório home, clicar em "Ver" na barra superior e
selecionar "Mostrar arquivos ocultos". Agora procure a pasta .Icons.
Em "Aparência", clique em "Personalizar..." que fica ao lado do botão
"Instalar...". Ali é possível escolher os ícones usados e fazer outras
modificações.
Também
é possível baixar e instalar pelo Synaptic o Art Manager. Procure por
gnome-art no Synaptic.
Depois de instalar do é ir em Sistema > Preferência > Art
Manager. Ali é possível baixar e instalar muitos temas
em uma lista.
Para
mudar a tela de login, aquela que no início entra-se no sistema
digitando ou escolhendo nome de usuário e senha, é preciso ir em
Sistema > Administração > Janela de início
de sessão. Na aba "Local" há várias opções e pode-se
adicionar mais telas baixando nos sites falados anteriormente na parte
GDM (ou KDM caso use o ambiente gráfico KDE). Clique em "Adicionar..."
e escolha o arquivo baixado.
É possível ativar a aleatoridade para toda vez que iniciar o PC ou
mudar de usuário o GDM mudar. É só mudar a opção no menu onde está
marcado "Tema: Apenas selecionado".
Exemplo de GDM no Gnome-Look: http://www.gnome-look.org/index.php?xcontentmode=150
Instalar impressora
Vá em Sistema > Administração > Impressão. Clique em "Novo". Siga as instruções na tela.
A maior parte dos MODEMs (banda larga) que existem independem do sistema operacional. O próprio MODEM gerencia a conexão, disca, tem seu próprio sistema operacional embarcado (geralmente Linux), então não é preciso nenhuma configuração.
Existem porém aqueles que precisam de um discador ou outra configuração. Então clique com o botão direito do mouse no ícone de rede e "Editar conexões...".
Para internet discada, 56Kbps, o Ubuntu, lamentavelmente, não vem com a interface gráfica do discador, o Gnome-ppp. Terá que ser baixado ou no Synaptic (que será impossível se não tiver conexão) ou baixar no site do Ubuntu ou Debian:
1 - packages.ubuntu.com
2 - Debian.org
Instalação
de programas no Linux é envolto de muito mito e fantasias. Já vi até
"especialistas" de sites famosos de informática falarem as maiores
besteiras. Mas o certo é que instalar programas no Linux é muito
fácil! O que é preciso é entender o conceito, que é
diferente do Windows.
Primeira
coisa para se entender é que existe vários métodos de instalação. Então
vamos começar a falar sobre eles.
Repositórios
Linux
usa um conceito diferente de instalação de programas, muito mais fácil
e com segurança. Na maior parte das vezes só é preciso usar o
gerenciador de pacotes, que entra nos repositórios (servidor onde ficam
armazenados os programas), baixa e instala automaticamente o aplicativo
escolhido.
O
Ubuntu usa 2 aplicativos que são interface gráficas (front-end) do
APT-GET, o "Adicionar/Remover" e o Synaptic,
desenvolvido pela brasileira Conectiva (Atual Mandriva, uma empresa
franco-brasileira).
A
instalação via repositório tem muitas vantagens. A primeira evidente é
a facilidade, mas o grande trunfo é a segurança. Como tudo fica em
servidores conhecidos, monitorado constantemente, é muito seguro
instalar programas. Além disso o gerenciador de atualizações do Gnome
sempre verifica se há atualizações de programas, com isso fica muito
mais fácil de ficar atualizado. No Windows por exemplo é preciso a
própria pessoas abrir programa por programa e ficar vendo se ele
informa alguma coisa ou mesmo ir site por site de cada empresa
desenvolvedora dos aplicativos para verificar se há atualização.
O Synaptic
é encontrado em Sistema > Administração > Gerenciador
de pacotes Synaptic.
Basta procurar no campo de pesquisa, assinalar o programa e "aplicar".
O Aplicativo é baixado e instalado automaticamente.
Mesma
método funciona o "Adicionar/Remover" que
está no menu Aplicativos na barra principal.
O "adicionar/Remover" me parece mais organizado para pessoas comuns.
Para
adicinar mais repositórios ou modificar os existentes vá em Sistema
> Administração > Canais de Softwares.
Lá verifique se todos os repositórios padrões estão assinalados, main,
universe, restricted e o multiverse. Também, na aba atualizações,
deve-se verificar se as atualizações estão marcadas.
Em "Programas de
Terceiros", pode-se adicionar repositórios de outras empresas ou
grupos. Recomendo como sendo obrigatórios:
Para
instalar o repositório Medibuntu é diferente do repositório Google.
Copie e cole isso no Terminal (Aplicativos > Acesssórios).
Observação: para colcar no Terminal é "Ctrl + shift + V" ou com botão
direito do mouse): sudo wget
http://www.medibuntu.org/sources.list.d/`lsb_release -cs`.list
--output-document=/etc/apt/sources.list.d/medibuntu.list; sudo apt-get
-q update; sudo apt-get --yes -q --allow-unauthenticated install
medibuntu-keyring; sudo apt-get -q update
Pacotes
.deb
Instalar
programas por pacotes também é muito fácil. Basta dar 2
cliques no pacote que o programa é instalado.
Pacotes
.deb e .rpm: .deb é usado em distribuições
derivadas do Debian. Nessa lista se encaixa o Ubuntu, Kubuntu, Xubuntu,
Big Linux, Mint, Xandros, Linux Educacional, Insigne e outras
distribuições. Basta procurar na internet que se acha sobre o asunto. .rpm são distribuições próximas do
Red Hat, como Fedora, Mandriva, OpenSUSE, CentOS, Moblin, distribuições
do CERN e FERMILAB, Oracle e outras.
Há
essa divergência muito chata entre 2 seguimentos da indústria e que
parece que ainda não vai ter fim. Espera-se que no futuro os interesses
de certas empresas ou grupos acabe sendo substituído pelo bom senso, e
que um padrão de pacotes seja adotado.
De
qualquer maneira, como tinha falado antes, com esses pacotes basta dar
2 cliques e instalar. No Ubuntu, que usa .deb, é só dar 2 cliques.
Clique em "Instalar
Pacote" e será instalado. Fácil e rápido.
Na
próxima imagem, perceba que na instalação do programa, é informado que
falta uma dependência, que é um componente do sistema que não está
instalado. No Ubuntu acima de 9.04 é instalado automaticamente. Como
nas outras distribuições eu não sei se é baixado automaticamente, é só
ver que componente falta e procurar nos repositórios. É muito simples.
Dependência instalada
automaticamente
Arquivos
.sh
Outro
método de instalação é por arquivos com terminação .sh. Com eles é
muito simples de instalar programas.
Para
instalar é só:
1 - Clicar com botão direito do mouse e ir em "Propriedades";
2 - Ir na aba "Permissões" e assinalar "Permitir a execução do arquivo
como programa";
3 - Clicar em "executar";
4 - Será iniciado o menu de instalação, agora é só instalar.
Veja:
Arquivos
.run
Se
faz a mesma coisa que os arquivos de instalação em .sh. Veja:
No
entanto, estranhamente, percebi que no arquivo de instalação do programa
de declaração da Receita Federal de 2009, que é em .bin,
não abre para algumas pessoas (no meu computador com Ubuntu 9.04 abre
normalmente). Não sei se é um bug no programa da Receita, ou se eu
configurei alguma coisa que não lembro, mas de qualquer forma tem
solução.
Clique
com botão direito no mouse em cima do arquivo .bin e vá em
"Propriedades". Vá na aba "Permissões" e assinalar "Permitir a execução
do arquivo como programa".
Vá ao
Synaptic
e baixe o nautilus-open-terminal e, caso
não tenha, o Java (JRE), pois o programa
da Receita Federal é feito em Java. Então clique na pasta que contém o
arquivo .bin com o botão direito do mouse e clique em "abrir em um
terminal". Digite então:
./nome_completo_do_arquivo.bin
Assim: ./ReceitanetJava2009.01_setup_linux.bin
Caso esteja lendo isso e não use Ubuntu mas queira instalar o programa
da Receita Federal, use o Terminal.
Para
instalar você precisará usar o Terminal (Konsole, Console ou Consola),
mas não se assuste, não é difícil (se eles tivessem empacotado...). No
Ubuntu e derivados Debian que usam Gnome fica em Aplicativos
> Acessórios > Terminal .
Agora é preciso "andar" até onde foi salvo os programas. Para "andar"
se usa cd. Para listar o que o diretório
contêm, digite ls. Vou exemplicar. Salvei
os programas em uma pasta que criei, chamada "Declaração Receita"
dentro da pasta "Pública" que fica dentro da minha pasta pessoal
(home). Para chegar até lá então digitei o seguinte: cd /home/gui/Pública/Declaração\ Receita
cd - andar.
home - Aonde fica as pastas pessoais.
gui - meu nome de usuário.
Pública - nome de uma pasta.
Declaração\ Receita - Nome de uma pasta. Note que existe uma barra
invertida. Essa barra serve para separar uma palavra.
A dica é q apertando "Tab" no teclado
quando for digitado, por exemplo, "Decl", a pasta Declaração Receita é
autocompletada.
Agora
que chegou na pasta, recomendo que instale primeiro o Receitanet. chmod +x ReceitanetJava2009.01_setup_linux.bin
Isso faz o .bin virar um executável (para caso não tenha feito o passo
que usa o botão direito do mouse, "propriedades" e ir na aba
"permissões").
Agora irar abrir o programa de instalação. É só seguir os passos na
tela.
A mesma coisa deve ser feita com o programa de declaração: chmod +x IRPF2009linuxv1.0.bin
Depois: ./IRPF2009linuxv1.0.bin
Arquivos
.exe do Windows
Pode-se
instalar programas do Windows no Linux facilmente. Para isso é
necessário instalar o WINE ou se preferir, o CrossOver, que é
pago.
Para
instalar o WINE é só procurar no Synaptic.
Depois
de instalar o WINE basta dar 2 clique em cima do arquivo .exe (ou
clicar com botão direito e escolher "Abrir com... WINE").
Se
escolher o CrossOver, terá que ir em Aplicativos > CrossOver
> Instalar software Windows.
Instalação do Adobe
Photoshop
Exemplo
de programas do Windows rodando via WINE. Microsoft Office 2007
(Microsoft Word 2007 na imagem) e Adobe Photoshop CS2:
Para
saber quais programas e jogos funcionam no WINE, veja no banco de dados
do WINE: http://appdb.winehq.org
A
temida instalação manual de programas via Terminal só fiz uma vez na
vida, só para saber como era, então para explicar essa parte, terei que
achar algum programa que tenha que compilar.
Como não é fácil para iniciante, mas é desnecessária, pois esse tipo de
instalação está em desuso, vou colocar a explicação quando tiver tempo.
Segurança
(antivírus, firewall, sistema de restrição)
Linux
é referência em segurança. Suas atualizações são constantes e rápidas,
mais que qualquer outro sistema e tem muitas características que o
tornam uma fortaleza (não é um sistema impenetável, pois isso não
existe).
Não
há vírus viável para Linux, o firewall é embutido no kernel, existe o SELinux,
que é desenvolvido em parceria pela NSA,
seus diretórios tem restrição de escrita, e tem muito mais sistemas de
segurança que não sei explicar pois não sou técnico no assunto.
Antivírus
- Não é preciso antivírus no Linux. Não existe vírus viável para o
sistema e nem antivírus existe (qual a necessidade já que não existe
vírus viável?).
Os antivírus que existem para Linux são para Windows, para arquivos do
Windows, para não repassar vírus por uma rede ou no servidor de e-mail
da empresa, ou mesmo para não repassar por pendriver contaminado.
Veja
um exemplo. Meu pendrive foi contaminado em um computador com Windows
em uma gráfica. Quando cheguei em casa, para minha surpresa, o
antivírus achou um vírus escondido no pendrive. O vírus não fez e não
faz nada contra o sistema Linux, mas eu poderia ficar repassando o
vírus para outros computadores com Windows caso não tirasse-o do meu
pendrive:
Para
instalar o antivírus, vá ao Synaptic
e procure por ClamTk. Procure também por nautilus-clamscan,
para adicionar a opção "scan" no menu do botão direito quando clica em
um arquivo.
Firewall
- Já está embutido no kernel, no núcleo do sistema. Para configurar
baixa a interface gráfica, o front-end, no Synaptic. Eu
conheço o Firestarter (que uso) e o gufw.
Sistema
de restrição - Não se faz nada em diretórios (pastas)
importantes ou configurações do sistema sem autorização do
administrador.
Se quiser instalar um programa ou escrever (modificar um arquivo) em
algum diretório restrito, tem que autorizar mediante a senha. Esse é um
dos motivos do Linux e de sistemas UNIX como Mac OS X, Solaris e
outros, serem tão seguros.
Senha de administrador é
requerida para funções importantes como instalar programas
Também não pode-se esquecer, pois é de extrema importância, das atualizações do sistema.
Não adiantaria ter muitos mecanismos de segurança se não existisse atualizações constantes para corrigir brechas, falhas de segurança e adicionar e atualizar mecanismos que aumentam a confiabilidade. Linux, assim como todo software livre, é referência em velocidade de resposta nas correções de segurança.
Perceba que o Ubuntu tem um sistema de aviso muito importante. Em alaranjado, as atualizações de programas, de componentes, atualizações para uma versão mais nova. Em vermelho, as atualizações críticas, que devem ser aplicadas na hora, pois são correções de segurança ou que corrigem outras falhas graves.
Quando
tentar ouvir ou ver algum vídeo, e não tiver no sistema o codec
apropriado, o proprio Ubuntu procura na internet e instala
automaticamente. Para aumentar a lista de codecs que o sistema baixará,
adicione o repositório Medibuntu. Com
esse repositório inclusive será possível baixar programas como o Real
Player, VLC e Skype. Clique_aqui.
O
Totem, player padrão do Ubuntu, não exibe os menus do DVD, então baixe
no Synaptic o
VLC ou MPlayer.
MSN
(mensageiros instantâneos)
O
Ubuntu vem por padrão com o Pidgin (que irá sair no Ubuntu 9.10 para
dar lugar a outro com uma política mais aberta para modificações da
comunidade de software livre), que é multiprotocolo, ou seja, aceita
MSN, Yahoo, AIM, GTalk, ICQ e outros.
Ele,
o Pidgin, é inclusive associado a funções do sistema, como o
notificador e o gestor de usuários onde se muda de usuário e se vai
para desligar o PC.
Há
outros, inclusives melhores, mensageiros. Consulte a lista de
referência para saber mais.
Lista
de referência
Exemplos de programas para
ajudar e mostrar possibilidades. A maioria está nos repositórios, é só
procurar no Synaptic por exemplo, mas quando não tiver terá link. Em verde estarão os que vem
por padrão instalado no sistema (tendo como referência o Ubuntu), em vermelho roda via WINE (clique aqui para
entender).
Pacote de
escritório e editor de texto - OpenOffice
(BrOffice), AbiWord, KOffice, IBM
Lotus Symphony, Microsoft
Office
Player de
áudio e/ou vídeo - VLC, MPlayer, Totem,
Exaile (uso esse), Amarok, Rhythmbox, Audacious (idêntico ao Winamp),
Kaffeine, Elisa Media Player, Songbird, Real Player (repositório Medibuntu
também)
Animação 3D/ Modeladores 3D - Blender (e
Yafray [renderizador]), Maya.
Firewall -
é embutido no kernel, sempre tá ativado, você pode configurar, se
quiser, numa interface gráfica usando o Firestarter ou gufw.
Particionador
- Gparted.
Programas
interessantes
Alguns
programas que são interessantes ter instalados.
Lembrando que é só procurar no Synaptic ou em
"Adicionar/Remover...".
Glipper
(ou Klipper se quiser usar bibliotecas do
KDE ou mesmo tiver usando KDE) Buscar no Synaptic por: glipper (ou klipper).
Com
ele é possível ter mais opção no "copiar/colar". Ele guarda os "Ctrl +
C" em uma lista e é possível usar depois ou mesmo usar no dia seguindo
depois de desligar o PC.
Depois de instalado é só adicionar o programa ao painel, clicando com
botão direito do mouse na barra.
Notificador
de e-mail Buscar no Synaptic por: mail-notification
Para
ser avisado, visualmente e sonoramente, quando um e-mail chega, é só
instalar o programa. Tem suporte para multiplas contas de muitos
protocolos, alguns, como por exemplo o gmail, são configurados
automaticamente.
Screenlets Buscar no Synaptic por: screenlets
Em
várias imagem aqui é possível ver um mostrador da previsão do tempo.
Isso é o Screenlets. Ele tem outros muito utilitários que pode ser
colocado no desktop, como um informador de notícias, bloco de
anotações, relógios dos mais diferentes tipo, slides de fotos e muitas
outras coisas.
O mostrador da previsão do tempo é configurado com o número da sua
cidade no The Weather Channel, em http://br.weather.com.
Procurando pela sua cidade, no endereço depois de procurar, vai
aparecer. São Paulo, por exemplo, é BRXX0232.
Programa de
declaração da Receita Federal (IRPF) no Linux
Clique_aqui,
a explicação está junto com as instruções de instalação de arquivos
.bin.
Bluetooth
Conexão bluetooth é simples.
Conecte o dispositivo bluetooth no PC e deu.
Para transmitir de um celular para o PC, por exemplo, vá ao Synaptic e
procure por gnome-obex-server
Aonde
ir para conseguir ajuda? Assim como no Windows, Linux pode-se contratar
suporte ténico especializado, e há muitas empresas para escolher. Mas
pode-se ter suporte gratuito através da documentação oficial ou suporte
da comunidade.