Considere um domínio de aplicação específico como uma casa típica. Sob certo sentido ela pode ser vista como uma composição de entidades tais como:
| João | o pai |
| Maria | a mãe |
| Pedro | o filho |
| Xpit | um Cachorro |
| Xbeta | uma Cadela |
Nela há, também, vários outros objetos como:
| cômodos | salas, quartos, banheiros, ... |
| móveis | mesas, cadeiras, ... |
| louças | xícaras, pratos, talheres, ... |
| decorações | quadros, tapetes, ... |
Um objeto é cada uma das entidades identificáveis num dado domínio de aplicação. Alguns destes objetos são objetos concretos, a exemplo dos citados acima. Contudo, há também objetos abstratos tais como: endereço, estilo da casa (barroco, gótico, romano, colonial, ...) e valor (em unidade monetária).
Sob certo sentido, um objeto pode ser visto como um agregado de outros objetos (suas partes). Numa casa típica, por exemplo, pode-se visualizar várias objetos que a compõem, a exemplo de pelo diagrama que se segue:
Este diagrama mostra que um objeto casa é composto por vários outros objetos. A relação entre uma casa e suas partes componentes pode ser lida como:
| - uma casa <é composta por> ... - uma casa <é um agregado de> ... - uma casa <é decomposta em> ... |
e apresenta uma visão todo -> parte, ou seja, do objeto mais complexo para as partes que o compõe.
Uma mudança rápida de perspectiva possibilita um outro tipo de afirmações:
| - o endereço <é parte da> casa - os móveis <são parte da> casa - ... |
Em realidade estes dois tipos de relacionamento ( <é composta por> e <é parte de> ) são precisamente o mesmo, mudando apenas a perspectiva de observação: todo -> parte ou parte -> todo.
Note que a relação existente entre o objeto casa e o objeto endereço é uma relação de um para um (uma casa possue um único endereço e um endereço identifica uma única casa). Já a relação entre uma casa e seus cômodos é uma relação de um para vários (1:n - uma casa possui vários cômodos ou, de forma inversa, há vários cômodos numa casa).
Esta medida é chamada de cardinalidade da relação, a qual pode assumir valores como:
| 1:1 | um para um |
| 1:2 | um para dois |
| 1:n | um para vários |
| n:1 | vários para um |
| n:n | vários para vários |
Considere, agora, um endereço típico como:
| Rua das acácias 244 - bloco B - apto. 907 Trindade 88022-500 - Florianópolis - SC |
Em certas circunstâncias o endereço de uma casa pode ser tomado como um objeto monolítico (como um todo). Em outros contextos, contudo, ele pode ser melhor tratado pela identificação das partes que o compõe:
A reunião desta nova visão de um endereço com a descrição anterior da casa possibilita a contrução de uma hierarquia de agregação/decomposição conforme exemplificado a seguir:
Uma visão diferente, porém equivalente, desta hierarquia é dada pelo esboço abaixo:
A identificação de um objeto pela descrição de sua hierarquia de agregação/decomposição não é tão incomum. Aliás, um observador atento notará que ela pode ser tomada como base para descrição de qualquer objeto, a exemplo de:
| - Universo - Carro - Pessoa - Universidade - Célula |
Conforme mencionado anteriormente, o endereço pode ora ser considerado com um objeto monolítico, ora como um agregado de objetos mais simples. O uso de uma ou outra perspectiva é em grande parte dependente do domínio da aplicação, ou seja, do contexto em que a discussão esta inserida.
Considere, por exemplo, uma pessoa típica. Sob a perspectiva de um médico uma pessoa pode ser decomposta segundo sua anatomia:
Mas para um comerciante esta mesma pessoa é vista segundo uma perspectiva bastante diferente:
Mesmo sob a perspectiva de um médico uma pessoa pode ser descrita de diferentes formas. Observe que o diagrama para a hierarquia de agregação/decomposição apresentado a seguir diverge dos apresentados anteriormente: