Robô-Café (adaptado de OBI)

Na empresa RoboCamp, fabricante de robôs industriais, os engenheiros desenvolveram um robô que distribui cafezinhos no escritório da empresa. Para o robô poder realizar esta tarefa, os engenheiros da empresa lhe acoplaram uma máquina de café e rodas para ele se locomover. Eles também o dotaram de vários sensores que lhe permite desviar de mesas, cadeiras, pessoas e outros obstáculos. Ou seja, ele é capaz de locomover-se numa sala qualquer sem risco de choque com as pessoas, móveis e etc. Os engenheiros programaram o robô para fazer um caminho circular passando por todas as salas do escritório, de sorte que ele está constantemente passando nas diversas salas e servindo cafézinhos.

O diretor de comercialização da empresa gostou tanto do resultado que resolver comercializar este tipo de robô. Mas para facilitar a implantação do robô-café, o diretor sugeriu aos engenheiros que pensassem numa forma do robô se adpatar a diferentes configurações de escritórios, ou seja, que o robô "escolhesse" o melhor roteiro de oferta de cafezinhos. Escadas e elevadores ficariam de fora desta primeira versão; ele só precisaria operara adequadamente em um mesmo piso.

Depois de horas de discussão, os engenheiros acabaram estabelecendo uma estratégia. Eles dotariam o robô de dois novos sensores que lhe permitissem perceber dois tipos especiais de emissores de sinal: um tipo que indicava a existência de uma porta que dá acesso a outra sala; e outro que indicava onde ele deveria parar por alguns instantes para que as pessoas pudessem se servir de cafézinho. Assim, bastaria espalhar emissores de sinais nas portas e nos locais de parada do escritório para que o robô "escolhesse" o melhor roteiro de oferta de cafezinhos. Mais algum tempo de discussão e eles acharam por bem considerar que cada emissor de sinal (tanto de porta como de ponto de parada) emitiria um sinal particular, de forma que o robô fosse capaz de distinguir cada porta e cada ponto de parada. Assim, pensavam eles, ficaria mais fácil "ensinar" o robô a determinar o melhor roteiro. Mas para não haver nenhum risco de interferência com outros possíveis dispositivos, os sinais emitidos seriam bem fracos, de sorte que o robô só poderia identificar um sinal quando entrasse na sala onde estivesse o emissor.

Dias adiante eles desistiram da tarefa pois não conseguiram imaginar como programar o robô para realizar esta tarefa. Mas eles conseguiram pelo menos definir alguns critérios para escolha do roteiro, dentre eles:

Eles também observaram algumas particularidades que poderiam ocorrer na configuração das salas. Coisas do tipo:

Um dos engenheiros é seu amigo e lhe conta, desanimado, seu drama. Ele lhe pergunta se você tem alguma sugestão. Com bom amigo, você não quer desanimá-lo mais, e diz que não tem de pronto algo palpável, mas fica de pensar no caso. E agora, como sair desta?